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| Eu
jamais te esqueci
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Luiz Roque é professor, poeta e
escritor
A poesia abaixo está publicada em seu livro Vagas Luzes
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Quando, insone em teu
leito,
a mão fria da noite
te percorre e sorri,
ante o teu desconcerto,
sentirás outra vez,
sentirás outra vez
que eu jamais te esqueci.
E se fora saíres
e o sopro ágil do vento
causar frêmito em ti,
ao voltares, queixosa,
notarás no ambiente,
notarás no ambiente
que eu jamais te esqueci.
Se, nos cantos do
quarto,
escutares murmúrios,
sem que nada haja ali,
ao parares, perplexa,
te dirá o ar parado,
te dirá o ar parado
que eu jamais te esqueci.
Ao mirares no espelho
o teu corpo soberbo
que tão bem conheci,
ouvirás das paredes
uma voz que sussurra,
uma voz que sussurra
que eu jamais te esqueci.
E ao beijares, de
novo,
outro, em nova ilusão,
como, um dia, vivi,
tu lerás, perturbada,
no brilhar das estrelas,
no brilhar das estrelas,
que eu jamais te esqueci..
(outubro/92)
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